“O Pharol” e a construção do direito à saúde no sertão
a interiorização do discurso higienista em Petrolina (1915-1925)
DOI:
https://doi.org/10.5335/srph.v25i1.18177Palavras-chave:
Higienismo, Imprensa local, Saúde públicaResumo
Este artigo se insere no debate sobre a interiorização da assistência e dos cuidados de saúde no Brasil, analisando o papel do jornal O Pharol (Petrolina, PE, 1915-1925) como agente ativo na expansão do discurso higienista e na conformação de práticas de saúde no sertão nordestino durante a Primeira República. O estudo demonstra como o periódico, fundado por João Ferreira Gomes, atuou como um campo de disputas e negociações, cobrando do poder público a implantação de infraestrutura sanitária e a presença de agentes de saúde, como o Dr. Pacífico Rodrigues da Luz. A análise evidencia a importância das regiões interioranas na trajetória da saúde brasileira, mostrando como a imprensa local se tornou um instrumento crucial para a institucionalização da saúde pública e a construção de uma consciência sanitária em um contexto distante dos grandes centros urbanos.
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