Fotografia e fronteiras étnicas em Guaporé (1900-1933)
DOI:
https://doi.org/10.5335/srph.v25i1.18253Palavras-chave:
Branquitude, Fotografia, Relações Étnico-RaciaisResumo
Este artigo analisa o corpus fotográfico do Museu Municipal de Guaporé, a partir de um recorte que privilegia as relações étnico-raciais no município de Guaporé (RS), no arco temporal de 1900 a 1933. Por meio da análise imagética e documental, em diálogo com diferentes fontes históricas – incluindo documentos institucionais e fontes orais –, busca tensionar narrativas locais tradicionais centradas na hegemonia da imigração europeia e romper com o silenciamento histórico, ao evidenciar a agência da população negra nas imagens e um cenário de fronteiras étnicas em disputa. Compreendendo as fotografias como instrumentos ímpares, dotadas de materialidade e características próprias, a pesquisa reconstitui sociabilidades e táticas de inserção urbana, indicando, simultaneamente, nuances dos projetos político-raciais pautados pela branquitude durante a transição da Primeira República para a Era Vargas.
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