“Temos, ao contrário, excelentes sanatórios”
a construção de uma geografia sanatorial e a interiorização da assistência à tuberculose na Paraíba (1933-1940)
DOI:
https://doi.org/10.5335/srph.v25i1.18369Palavras-chave:
História da tuberculose, Geografia médica, Interiorização da saúdeResumo
O presente artigo analisa o processo de interiorização da assistência à tuberculose na Paraíba a partir da construção de uma geografia sanatorial, entre 1933 e 1940. Esse período marca o início do projeto de construção do sanatório de Alagoa do Monteiro, na região do Cariri, no interior do estado, e seu posterior sepultamento. Desde o final do século XIX, o discurso médico erigiu aqueles lugares que seriam mais adequados para o tratamento climático da tuberculose, o que moldou o processo de interiorização da luta contra a doença ao longo da primeira metade do século XX. A análise documental baseia-se em fontes impressas, como o jornal A União e a revista Medicina. A pesquisa revelou que, apesar de apoiada pelo discurso médico-científico, a prevalência do clima na terapêutica sanatorial no interior da Paraíba foi substituída pelo redirecionamento da assistência técnica para a capital. Essa mudança esteve intimamente relacionada às relações de poder da política paraibana, bem como aos interesses de ordem econômica.
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