O Novo Ensino Médio no Governo Lula
perspectiva de mudança ou manutenção do status quo?
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17578Palavras-chave:
Reforma do Ensino Médio, Governo Lula, dualidade educacionalResumo
A Reforma do Ensino Médio de 2017 foi alvo de inúmeras críticas nos anos que sucederam sua aprovação. A eleição do presidente Lula em 2022 representou a expectativa de revogação da política. Contudo, o governo optou pela reformulação. Nesse contexto, este trabalho analisa o processo de reestruturação da Reforma do Ensino Médio de 2017 durante o governo Lula, destacando as contradições existentes. Diante da expectativa de revogação da política, houve o sancionamento da Lei nº 14.945/2024, popularmente conhecida como “Reforma da Reforma” ou “Novíssimo Ensino Médio”, inferindo o aumento da carga horária da formação geral básica e redução do tempo dos itinerários formativos. Apesar dos avanços pontuais na carga horária da formação básica, compreende-se a política reforça a condição subalterna da classe trabalhadora e do Brasil no capitalismo mundial, distanciando-se de uma formação omnilateral e consolidando um projeto educacional alinhado aos interesses do capital e do empresariado.
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