O Ensino Médio entre vozes e silenciamentos
movimento de revogação da Lei nº 13.415/2017 e a publicação da Lei nº 14.945/2024
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17662Palavras-chave:
Reforma do Ensino M´edio, Flexibilização curricular, Políticas Públicas EducacionaisResumo
Desde sua implementação obrigatória em 2022, o Novo Ensino Médio (NEM), instituído pela Lei nº 13.415/2017, tem gerado debates e mobilizações contrárias. Esses movimentos culminaram na publicação da Lei nº 14.945/2024, que promoveu alterações à política educacional. Este trabalho investiga os movimentos nacionais que influenciaram a aprovação da nova lei e de que forma suas reivindicações foram atendidas. Para isso, analisou-se quatro manifestos publicados por entidades/associações ligadas às esferas de interesse do NEM, por meio da Análise Temática. Os resultados indicam duas críticas centrais: a flexibilização que ocasiona esvaziamento curricular e precarização da formação de estudantes e do trabalho docentes; e o empresariamento e mercantilização da educação, que aprofundam desigualdades sociais e educacionais, especialmente na escola pública. Ainda, ao investigar se essas críticas foram atendidas pela nova Lei, constatou-se que poucas reivindicações expressas nos manifestos analisados foram efetivamente contempladas, revelando mudanças ainda insuficientes diante da complexidade dos desafios educacionais brasileiros.
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