Infância Neoliberal: a educação das crianças de uma sociedade capitalista
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17664Palavras-chave:
Infância, Estado, Neoliberalismo, CurrículoResumo
O objetivo deste artigo é analisar a concepção de infância a partir da sociedade capitalista, rumo à compreensão de como se configura o modelo de educação formal, via currículo, proposto para esta infância. Para atingir a este objetivo, o presente artigo estrutura-se como uma pesquisa bibliográfica e tem como método o materialismo histórico-dialético de Karl Marx (1818-1883) em suas categorias de contradição, hegemonia e reprodução. Para uma ampla compreensão do tema, coloca-se em diálogo ao método marxista as contribuições de Michel Foucault (1926-1984) acerca dos conceitos de biopoder e biopolítica. Identifica-se infância e criança como sujeitos constituídos social e historicamente tendo como base sua classe social, o que impacta, diretamente, na educação, escola e currículo. No que se refere à esta educação, encontra-se um currículo organizado enquanto território de disputa de poderes e uma escola, permeada pelas normatizações biopolíticas, que se constituí como instrumento de reprodução de um modelo societário.
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