Por um pensamento curricular da multiplicidade
desnaturalizando o sujeito moderno através de fendas, afetos e experiências
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17687Palavras-chave:
pensamento curricular, sujeito, relacionalidade, afetividade, experiênciaResumo
Nesse artigo, a partir de referenciais pós-estruturalistas, buscamos apontar alternativas para o pensamento curricular colocando em questão os ideais modernos de subjetividade. Adotamos uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter teórico-conceitual, baseada na leitura e na articulação de obras do campo do currículo, do pós-estruturalismo e de perspectivas neodeleuzianas. Começamos por expor brevemente o próprio processo de construção e desconstrução desse ideal de sujeito centrado, unitário, idêntico e essencialmente racional e consciente. Na sequência, com o auxílio de obras de referências, procuramos demonstrar a força desse ideal nas teorias curriculares eficientistas e críticas. Apresentamos o pensamento pós-estruturalista como vertente capaz de ressignificar alguns dos sentidos mais frequentemente atribuídos aos processos educacionais através da proposta de uma ontologia relacional. Por fim, exploramos alternativas curriculares e educacionais advindas dessa noção de relacionalidade através de autores neodeleuzianos: pós-humanismo, afetividade, educação-menor e experiência.
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