Currículo da Educação Infantil no ensino de Matemática

estudo comparativo entre Brasil, Itália e Noruega

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v33.17428

Palavras-chave:

Currículo, matemática na infância, abordagens pedagógicas comparadas

Resumo

O artigo apresenta uma análise comparativa entre os currículos da Educação Infantil do Brasil, da Itália e da Noruega, com foco na abordagem do ensino da matemática. A pesquisa parte da compreensão da infância como etapa legítima de construção de conhecimentos e experiências, destacando o currículo como prática ética, política e cultural. Com base em documentos oficiais e literatura especializada, são examinados aspectos como organização curricular, metodologias, avaliação, concepção de criança e participação das famílias. No Brasil, observa-se tensionamento entre diretrizes normativas e práticas tradicionais; na Itália, destaca-se a abordagem Reggio Emilia, que valoriza múltiplas linguagens e documentação pedagógica; e na Noruega, prevalece o brincar livre em contato com a natureza e numeracia inicial. A análise evidencia múltiplas possibilidades para o ensino da matemática na Educação Infantil e ressalta a importância de práticas que respeitem a diversidade cultural, o protagonismo e a construção de currículos vivos e sensíveis às infâncias.

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Biografia do Autor

  • Anderson Ramirez, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Dourados/MS - Brasil

    Mestre em Educação Científica e Matemática pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Licenciado em Pedagogia pelo Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), em Matemática e em Letras habilitação em Português/Espanhol pelo Centro Universitário UNIFAVENI. Possui especialização em Educação Especial, Inclusiva e Libras pela Faculdade Estratego, em Gestão Escolar e Novas Tecnologias Educacionais pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI), além de Educação Ambiental pela Faculdade Intervale. Atua como Coordenador de Ensino na Escola de Ensino Superior à Distância Professora Regiane Rocha do Nascimento (Unigrannet), no município de Aral Moreira, e como professor de Matemática na rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul. É membro do grupo TeiaMat Teia de Pesquisas em Educação Matemática, vinculado à Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), desenvolvendo pesquisas na área de Educação Matemática.

  • Edvonete Souza de Alencar, Universidade de Brasília, Brasília/DF - Brasil

    Pós-doutora em Educação pela Universidade de Sevilha (2024). Doutora em Educação Matemática pela PUC-SP (2016). Mestre em Educação Matemática pela Universidade Bandeirante de São Paulo (2012) , licenciada em Pedagogia pela Universidade Braz Cubas (2005) e em Matemática pela Universidade Metropolitana de Santos (2013). Atualmente é Professora Adjunta ( níveI IV ) do Magistério Superior na Universidade de Brasília -Faculdade de Educação(2024)e atua no Programa de Pós-graduação em Educação - Mestrado Profissional - UnB. Trabalhou na Universidade Federal de Grande Dourados-UFGD - na Faculdade de Educação - FAED. (2015-2024) Atuou no Programa de Mestrado Educação Científica e Matemática - UEMS (2018- 2024) e do Programa de Mestrado Acadêmico em Ensino de Ciências e Matemática - UFGD (2021-2024). Foi editora da Tangram Revista de Educação Matemática (2018-2023). É editora da Educação Matemática em Revista - EMR - SBEM (2022-2025). Atuou por 12 anos no ensino fundamental do Governo do Estado de São Paulo e por 9 anos como professora de Educação Infantil da Prefeitura Municipal de São Paulo. Foi professora do Curso Clarentiano para concurso e do Grupo Censupeg de Pos graduação. Especialista em Direito Educacional, em Educação Infantil e em Formação de Professores para o Ensino Superior. Vice-líder do grupo TeiaMat- Teia de Pesquisas em Educação Matemática - UFGD. Participa do Grupo DZETA Investigações em educação matemática - UNB. Pesquisadora integrante do grupo de trabalho - GT01- Educação Matemática na Educação Infantil e anos iniciais da Sociedade Brasileira de Educação Matemática - SBEM. Membro da Diretoria Nacional da SBEM. Membro do Observatório Internacional de Inclusão , Interculturalidade e Inovação Pedagógica. Membro da Red Iberoamericana MTSK. Diretora Brasil da Rede MTSK. Membro da Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia. Foi chefe de investigações na diretoria Brasil na Rede Iberoamericana de Educação Positiva Inclusiva (2020-2021) Foi bolsista pesquisador iniciante da UFGD no segundo semestre de 2017. Foi editora chefe da Tangram Revista de Educação Matemática (2018 -2023). É editora chefe da Educação Matemática em Revista (2022 - 2025) . Atua principalmente nos seguintes temas: educação matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil,educação estatística, geometria, educação inclusiva, campo conceitual multiplicativo, formação de professores , ensino de ciências , divulgação científica, modelagem matemática e educação.

  • Milena Efigênio Cabreira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Dourados/MS - Brasil

    Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Colaboradora na escrita do livro LITERATURA INFANTIL PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA COMO RECURSO PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES, sob orientação da Professora Doutora Edvonete Souza de Alencar, autora do artigo Panorama de Investigações Sobre a Literatura Infantil e Matemática juntamente com a professora doutora Edvonete Souza de Alencar e a professora doutora Thaise da Silva. Docente na Educação Básica. Possui experiência na área da educação. Mestranda em Educação Científica e Matemática pela UEMS. Colaboradora no projeto de pesquisa Livros brinquedo para o desenvolvimento do conhecimento matemático à bebês e crianças bem pequenas pela UNB. 

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Publicado

2026-02-12

Edição

Seção

Dossiê - Currículo e Políticas Educacionais: campo de disputas e tensionamentos

Como Citar

Currículo da Educação Infantil no ensino de Matemática: estudo comparativo entre Brasil, Itália e Noruega. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 33, p. e17428, 2026. DOI: 10.5335/rep.v33.17428. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17428. Acesso em: 1 mar. 2026.