Avaliação clínica de restaurações de amálgama retidas por pinos
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v7i2.1212Resumo
O emprego de pinos como meio auxiliar de retenção em restaurações de amálgama tem ocorrido em alguns casos de grande perda da estrutura dental. Poucos estudos longitudinais têm avaliado a eficácia desse tipo de restaurações. O objetivo deste trabalho foi avaliar a retenção e o comportamento clínico das restaurações de amálgama retidas a pino, realizadas nas clínicas da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pelotas (FO-Ufpel) pelos alunos da graduação no período de 1989 a 1999. Foram avaliadas 19 restaurações, divididas de acordo com o tipo de pino, tempo de inserção da restauração e grupo dentário. Uma ficha individual foi preenchida para cada paciente e, seqüencialmente, eram realizados os exames: clínico, através de inspeção visual e sondagem, e radiográfico (periapical e interproximal). Após a avaliação clínica, as restaurações eram classificadas como aceitáveis e inaceitáveis, de acordo com os critérios United States Public Health Service (USPHS). Os resultados demonstraram que a retenção das restaurações foi da ordem de 63,2%. Foi verificada maior freqüência de retenção nos pré-molares do que nos molares, mais com pinos rosqueados do que com pinos cimentados, e a percentagem de retenção foi reduzida com o tempo. Das restaurações avaliadas, 18 (94,7%) foram classificadas como inaceitáveis, não sendo, porém, imperativa a substituição de muitas dessas, que podem ser repolidas ou reparadas.
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