Biocompatibilidade de resinas acrílicas auto e termopolimerizáveis
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v7i2.1213Resumo
O objetivo deste trabalho foi determinar, por meio de um estudo histológico em tecido subcutâneo de camundongos, a biocompatibilidade de três tipos de materiais: resinas acrílicas autopolimerizáveis (Clássico e Duralay) e resina acrílica termopolimerizável (Clássico). As resinas foram manipuladas e inseridas no dorso dos animais imediatamente e 24 horas após a manipulação. Utilizaram-se 24 camundongos CF1 fêmeas, nos quais se inseriram três-corpos-de-prova em cada um. No período determinado (7, 14, 21 ou 28 dias), os camundongos foram sacrificados e as peças foram processadas e coradas por hematoxilina-eosina. A quantificação de fibroblastos e de células inflamatórias foi realizada em microscópio óptico em cinco campos diferentes de visualização, selecionados adjacentes ao corpo-de-prova. As comparações intragrupo (imediato X 24 horas) foram realizadas por teste t (alfa = 0.05) e as comparações intergrupos, através de Anova (alfa = 0.05). Os resultados não indicaram diferenças estatisticamente significativas entre as resinas dentro de cada tempo experimental avaliado, à exceção do seguinte: a) após sete dias, verificou-se uma média maior de fibroblastos para a resina Duralay; b) aos 14 dias, observou-se uma maior média de células inflamatórias nas áreas adjacentes à resina termopolimerizável. Concluiu-se que as três resinas em estudo apresentam graus similares de biocompatibilidade quando manipuladas de acordo com as instruções, sugerindo que outras características, além da biocompatibilidade, também devem ser levadas em consideração para a confecção de restaurações provisórias.
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