Investigação do potencial erosivo de gomas de mascar não convencionais

Autores

  • Maria Mercês Aquino Gouveia Farias Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI https://orcid.org/0000-0002-3077-7406
  • Gabriela Vendramel Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI
  • Matheus Felipe Correia Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI
  • Betsy Kilian Martins Luiz Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI
  • Silvana Marchiori de Araújo Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI https://orcid.org/0000-0003-0483-2464
  • Eliane Garcia da Silveira Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

DOI:

https://doi.org/10.5335/rfo.v26i1.12770

Palavras-chave:

Erosão dentária. Goma de mascar. Concentração de íons de hidrogênio. Acidez.

Resumo

Objetivo: mensurar o potencial erosivo de gomas de mascar não convencionais disponíveis no mercado
brasileiro. Material e método: estudo experimental (in vitro) de caráter quantitativo. Foram adquiridos oito
sabores de gomas de mascar: Poosh® (pinta língua); Plutonita® (abraço congelante, dentada ardente, baba
de bruxa e língua ácida); e TNT® (sangue, lava e tumba). Para análise da acidez, foram realizadas leituras
em triplicata do pH e acidez titulável (AT), utilizando um potenciômetro e eletrodo combinado de vidro em
soluções obtidas após a maceração das gomas de mascar em água duplamente deionizada. Nas soluções
com valores de pH inferiores a 5,5, foi mensurada a AT adicionando-se alíquotas de 100 μLNaOH 0,1 M,
até alcançar pH 5,5. Os resultados foram submetidos aÌ€ Análise de Variância (ANOVA). As comparações das
médias de pH e acidez titulaÌvel foram realizadas pelo teste de Tukey, com um nível de 5% de significância
(p<0,05). Resultados: os valores de pH variaram entre 2,4 (abraço congelante) e 3,5 (baba de bruxa), diferindo significantemente do controle (água mineral/pH=6,2). Os valores de acidez titulável variaram entre 628μL
de NaOH 0,1 M (sangue) e 10700μL de NaOH 0,1 M (abraço congelante). A goma de mascar sabor abraço
congelante apresentou o pH mais baixo e a mais elevada acidez titulável, diferindo significantemente dos
demais sabores. Conclusões: as gomas de mascar avaliadas são ácidas, mas diferem quanto ao seu potencial
erosivo. Seu consumo abusivo pode constituir um fator de risco para erosão dental.
Palavras-chave: erosão dentária; goma de mascar; concentração de íons de hidrogênio; acidez.

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Biografia do Autor

  • Maria Mercês Aquino Gouveia Farias, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Mestre em Odontopediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora do curso de graduação em Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brasil.

  • Gabriela Vendramel, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Estudante de Odontologia, Faculdade de Odontologia, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC, Brasil.

  • Matheus Felipe Correia, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Estudante de Odontologia, Faculdade de Odontologia, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC, Brasil.

  • Betsy Kilian Martins Luiz, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora do curso de graduação em Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brasil.

  • Silvana Marchiori de Araújo, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Doutora em Odontologia pela Universidade de Sevilla-Espanha, professora do
    curso de graduação em Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brasil.

  • Eliane Garcia da Silveira, Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI

    Mestre em Odontopediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora do curso de graduação em Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brasil.

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Publicado

2023-11-06

Edição

Seção

Investigação Científica

Como Citar

Investigação do potencial erosivo de gomas de mascar não convencionais. (2023). Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 26(1), 78-83. https://doi.org/10.5335/rfo.v26i1.12770