Avaliando a experiência de cárie, necessidades de tratamento e fluorose dentária em escolares de Jundiaí, SP/Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v11i1.1446Resumo
O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de cárie, necessidades de tratamento e fluorose dentária em crianças de cinco a doze anos de escolas públicas e privadas de Jundiaí. Participaram 795 crianças, selecionadas mediante processo amostral aleatório sistemático, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (1997). Aos cinco anos, o índice de dentes decíduos cariados, extraídos e obturados (ceod) foi de 2,08, com 48,4% livres de cárie, sendo 40,0% nas escolas públicas e 70,6% nas escolas particulares (p = 0,01). Aos doze anos, o índice de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados (CPOD) foi de 2,33, com 32,3% livres de cárie (CPOD=0). Dentre as necessidades de tratamento para os pré-escolares (cinco e seis anos), houve maior indicação de restauração de duas ou mais superfícies, ao passo que nos escolares (sete a doze anos) houve maior indicação de restaurações de uma superfície. Na rede pública de ensino, o CPOD aos doze anos foi maior (2,65) do que o valor observado na rede particular, cujo índice foi de 1,33 (p < 0,05). Quanto às necessidades de tratamento, 56,3% dos escolares da rede pública necessitavam de restaurações de uma face e 11,5%, de extrações, ao passo que na rede particular 63,6% necessitavam de restaurações de uma face e de nenhuma extração. A fluorose dentária para os pré-escolares foi de 7,1% e 5,9%, respectivamente, para pré-escolares de escolas públicas e escolas particulares, ao passo que para os escolares foi de 9,0% e 11,8%, respectivamente. Maior atenção em saúde bucal deve ser dada aos estudantes da rede pública de ensino, muitas vezes com menor acesso ao tratamento odontológico.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este periódico bem como seus artigos estão licenciados com a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
