Lesão de células gigantes periférica: considerações epidemiológicas e análise histopatológica de casos recidivantes
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v11i1.1449Resumo
O objetivo deste trabalho foi coletar dados de lesões de células gigantes periféricas (LCGP), como idade, raça, sexo, local de maior ocorrência e analisar histopatologicamente as LCGP recidivantes. Para esse fim, foram revisados os arquivos do Serviço de Diagnóstico Histopatológico do Instituto de Ciências Biológicas – Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, no período de 1984 a 2004. Encontraram-se 57 casos de LCGP, dentre os quais nove casos recidivantes. Nesses nove casos foram analisados o tipo de epitélio que recobria as lesões, a presença de ulceração desse epitélio, a presença de tecido ósseo imaturo, o grau de celularidade e de vascularização do tecido conjuntivo e os limites da excisão. Para o exame histológico foram usadas lâminas microscópicas coradas pelo método da hematoxilina-eosina (HE) e um microscópio óptico da marca Zeiss®, em aumentos de 32, 100 e quatrocentas vezes. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente (teste descritivo de freqüência e teste Anova). Encontrou-se que a média de idade foi de 36 anos, a raça branca, o sexo feminino e a região mandibular posterior foram os mais afetados. Em relação ao aspecto histopatológico, não se demonstrou que a presença de osso imaturo ou de outras características microscópicas das lesões recidivantes possa influir na sua recorrência, entretanto a maioria dessas lesões não apresentava limites livres de células gigantes.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este periódico bem como seus artigos estão licenciados com a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
