Prevalência dos hábitos de higiene bucal interproximal e sua influência na presença de placa e sangramento gengival em um grupo de estudantes
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v6i2.1632Resumo
O presente estudo objetivou analisar os hábitos de higiene bucal interproximal (fio dental) em um grupo de jovens e avaliar sua influência sobre o índice de placa e inflamação sobre o índice de placa e inflamação gengival. Foram examinados 154 jovens com idade de 14-18 anos, de ambos os sexos e estudantes da Escola de 2º Grau Tiradentes, de Porto Alegre/RS. O exame clínico foi realizado por dois examinadores, que utilizaram o índice de placa de Silness e Löe (1964) e índice de sangramento gengival de Ainamo e Bay, (1975). Médias e frequências foram comparadas estatisticamente pelo teste F para as faces livres e proximais. Além do exame clínico periodontal, foi aplicado aos alunos um questionário sobre seus hábitos de higiene bucal, cujas respostas possibilitaram agrupá-los em 56 usuários (Us) e 98 não-usuários (N.Us) do fio dental. Os resultados obtidos com o questionário revelaram que apenas 36,3% da amostra relataram utilizar o fio dental diariamente. Em relação à análise do exame clínico, a prevalência de indivíduos com placa visível (92,5%) e sangramento gengival (94,5%) foi elevada tanto para usuários como para não-usuários. Contudo, quando analisadas a extensão e severidade de sítios com placa e sangramento gengival, observou-se que não houve diferença significativas entre usuários e não-usuários do fio dental em relação ao índice de placa médio, frequência de placa visível e sangramento gengival. Conclui-se com o estudo que, do modo como o fio dental é empregado nesta população, ele não representa um acréscimo ao controle de placa realizada apenas com a escova.
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