Frequência de reabsorção radicular inflamatória decorrente de trauma em dentes anteriores atendidos em um Centro Clínico de Traumatismo Dentário

Autores

  • Luiz Fernando Machado Silveira Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
  • Letycia Barros Gonçalves Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
  • Melissa Feres Damian Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
  • Luis Eduardo Rilling Nova Cruz Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
  • Cristina Braga Xavier Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
  • Josué Martos Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.5335/rfo.v18i2.2930

Resumo

Objetivo: a reabsorção radicular inflamatória é uma das consequências do traumatismo dentário, sendo a detecção e o tratamento precoces determinantes na limitação de seus danos. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar, em dentes anteriores permanentes traumatizados, a prevalência de reabsorção radicular inflamatória, relacionando-a com os diferentes tipos de traumatismos nos tecidos de sustentação e dentários. Sujeitos e métodos: os dados relativos à reabsorção inflamatória foram coletados a partir de 111 dentes, nos prontuários de 74 pacientes de um serviço de tratamento de trauma dental da FO/UFPel, no período de 2005 a 2011. Foram registrados, ainda, o sexo e a idade dos pacientes, os dentes envolvidos no trauma, a presença de rizogênese completa ou não e o tempo inicial para o aparecimento da reabsorção. A avaliação dos dados foi realizada por estatística descritiva e teste qui-quadrado, com correção de Yates, ao nível de significância de 5%. Resultados: a reabsorção radicular inflamatória foi mais frequente em pacientes do sexo masculino, em incisivos superiores, em dentes com rizogênese completa e nas lesões de menor gravidade nos tecidos dentários e de sustentação. Ainda, as lesões nos tecidos de sustentação, quando não combinadas às fraturas dentárias, apresentaram maior frequência de reabsorção. O tempo inicial para o aparecimento da patologia foi dentro dos primeiros trinta dias após o trauma. Conclusão: é importante diagnosticar etalhadamente os traumas nos tecidos dentários, a fim de verificar o comprometimento dos tecidos de sustentação, devendo a proservação desses casos ser sistemática e contínua para interceptar a reabsorção radicular.

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Biografia do Autor

  • Luiz Fernando Machado Silveira, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Doutor em Odontologia pela Universidade de Granada. Professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Semiologia e Clínica
  • Letycia Barros Gonçalves, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Cirurgiã Dentista
  • Melissa Feres Damian, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Doutor em Radiologia Odontológica pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. Professora da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Semiologia e Clínica
  • Luis Eduardo Rilling Nova Cruz, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Doutor em Odontologia pela Universidade Federal de Pelotas. Professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Semiologia e Clínica
  • Cristina Braga Xavier, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Doutor em Odontologia pela PUC RS. Professora da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Cirurgia e Traumatologia BMF
  • Josué Martos, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas
    Doutor em Odontologia pela Universidade de Granada. Professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Semiologia e Clínica

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Publicado

2014-01-15

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Frequência de reabsorção radicular inflamatória decorrente de trauma em dentes anteriores atendidos em um Centro Clínico de Traumatismo Dentário. (2014). Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 18(2). https://doi.org/10.5335/rfo.v18i2.2930