Percepção dos profissionais atuantes nas UTI’s quanto à importância de condutas de saúde bucal
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v24i3.9452Palavras-chave:
Odontologia, Unidade de Terapia Intensiva, Higienização bucalResumo
Introdução: a cavidade bucal é constituída de inúmeros microrganismos que favorecem o desenvolvimento
de doenças quando o paciente se encontra imunossuprimido. Considerando esse fato, surge o interesse em
avaliar as condições bucais de pacientes hospitalizados em Unidades de Terapia Intensiva. Objetivo: este
trabalho tem como objetivo avaliar a percepção dos profissionais atuantes nas UTIs dos principais hospitais
da região do Cariri do Ceará, quanto à importância das condutas de saúde bucal, o conhecimento dos profissionais sobre a associação da condição bucal e geral dos pacientes internos, analisar a existência de protocolos de higiene bucal para o paciente internado na UTI e justificar se há importância do cirurgião-dentista neste ambiente. Materiais e método: para obtenção de dados, foi realizada uma pesquisa do tipo transversal, na qual o instrumento para avaliação dos entrevistados foi um questionário constituído por 8 questões de múltipla escolha e 7 discursivas, abordando conteúdos relacionados aos objetivos da pesquisa. Resultados: de acordo com a análise de dados, foi observado que: a higienização bucal é realizada com antissépticos, sendo a clorexidina, a substância mais utilizada. A frequência da descontaminação era realizada nos intervalos de 6 e 12 horas. A higienização da língua era realizada por meio do tracionamento e limpeza com gaze, a mucosa não era higienizada. Não foi relatado o uso de saliva artificial e a realização de cursos de capacitações. Considerações finais: foi concluído neste estudo que muitos dos profissionais deixam a desejar na higienização bucal, visando apenas ao quadro de internação do paciente e, que, o dentista ainda não está incluído nas equipes de saúde que atuam diretamente nessas unidades, sendo uma das causas de deficiências nesses cuidados.
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