Representações de cuidadores de idosos a respeito do “ser idoso”, da “velhice” e do “viver institucionalizado”

Autores

  • Maísa Regina Xavier Campos
  • Carlos Alberto Dias
  • Suely Maria Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.5335/rbceh.v8i2.1373

Palavras-chave:

Cuidadores. Envelhecimento. Idoso. Instituição de longa permanência para idosos.

Resumo

Alguns fatores têm contribuído para o aumento da população idosa, tais como o aumento da expectativa de vida, o baixo índice de natalidade e mortalidade, a transição demográfica e epidemiológica, juntamente com os novos modelos e arranjos familiares. Este estudo buscou conhecer a percepção dos cuidadores de idosos a respeito de “ser idoso”, sobre “a velhice” e do “viver institucionalizado”. Foram entrevistados 24 cuidadores de idosos, de ambos os sexos, que trabalham em quatro instituições asilares de longa permanência de um município de médio porte de Minas Gerais. O método de coleta de dados utilizado foi a entrevista semiestruturada. A apuração dos dados foi realizada pela análise de conteúdo proposta por Bardin. Os resultados foram categorizados e possibilitaram uma visão positiva e outra negativa das categorias determinadas. O idoso foi considerado pelos cuidadores como um indivíduo fonte de experiência e sabedoria. A velhice foi percebida por um aspecto negativo, relacionando-se como uma fase triste e solitária, na qual os idosos são sempre incapazes de arcar com suas próprias necessidades. O idoso que vive nas instituições é percebido como aquele que, às vezes, tem uma oportunidade de melhor qualidade de vida, mas, mesmo assim, é considerado carente de afeto. Percebe-se que o olhar sobre esta parte da população tem se mostrado diferente: mais positiva. Contudo, torna-se cada vez mais necessária uma atenção especial para com esses profissionais, para que estejam cada vez mais preparados para atender à população idosa.

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Publicado

2012-09-25

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Representações de cuidadores de idosos a respeito do “ser idoso”, da “velhice” e do “viver institucionalizado”. (2012). Revista Brasileira De Ciências Do Envelhecimento Humano, 8(2). https://doi.org/10.5335/rbceh.v8i2.1373