Transgressões na literatura de Gustavo Piqueira: diferentes linguagens na materialidade narrativa na obra Ar Condicionado
DOI:
https://doi.org/10.5335/rdes.v20i3.15734Palavras-chave:
Gustavo Piqueira, Novela gráfica, Multimodalidade, Materialidade narrativa, designResumo
A História em Quadrinhos (HQ) envolve diferentes linguagens para sustentar a narrativa: o texto escrito, a imagem, a composição gráfica. Rompendo com a estrutura clássica das HQs, Gustavo Piqueira, designer gráfico premiado, ilustrador e escritor, passeia por diferentes recursos gráficos para compor sua obra. A partir de 2004, passa a produzir livros com especial atenção às formas, ao design, influenciando, muitas vezes, o texto escrito. A obra escolhida para esta análise é Ar Condicionado, publicada pela editora Veneta, em 2018. O livro é uma graphic novel ou novela gráfica: histórias em quadrinhos com conteúdo voltado para adultos e jovens adultos e de maior extensão que as HQs tradicionais. O enredo é simples: ocorre em um escritório, e conta a história de um dia do personagem em relação ao seu trabalho. No entanto, Piqueira nos apresenta uma experiência diferenciada de leitura ao transgredir algumas características clássicas das histórias em quadrinhos: neste livro, não há balões de fala ou quadros de demarcação das cenas. Não há também todos os elementos dos ambientes. Um convite ao leitor para que complete o cenário com sua imaginação. Partindo das reflexões de Santaella (2005), Kress e Van Leeuwen (2006) e Navas (2021), propomos aqui empreender uma análise multimodal da obra de Piqueira, evidenciando como suas linguagens compositivas assumem potencial narrativo e ampliam a leitura suscitada pelo texto verbal.
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