Permeabilidade dentinária como via terapêutica em endodontia - estudo in vitro

Autores

  • Elaine Vianna Freitas Fachin
  • Ana Paula Weissheimer Pezzi

DOI:

https://doi.org/10.5335/rfo.v11i1.1435

Resumo

O objetivo deste estudo foi verificar a difusão do corticosteróide betametasona nos túbulos dentinários. Em 28 dentes, terceiros molares extraídos, após a realização de preparos cavitários profundos nas faces oclusais, foi aplicada betametasona 0,5% em solução aquosa, corada com azul-de-metileno 0,5%. Os dentes foram cortados longitudinalmente no sentido vestibulolingual. De acordo com o nível de infiltração, foram atribuídos escores para cada dente, variando de 0 a 4, sendo 0 sem infiltração e 4 infiltração máxima. Posteriormente, foi adaptado um papel-filtro ao teto da câmara pulpar e o medicamento foi reaplicado. Os resultados mostraram, no primeiro experimento, que o medicamento penetrou nos túbulos dentinários de todos os dentes analisados, variando o nível de infiltração. Em 50% dos dentes o medicamento atingiu apenas o teto da câmara pulpar; em 28,6%, o teto e uma das paredes e em 3,6%, o teto e as duas paredes da câmara pulpar. Já em 17,8% dos dentes, o medicamento atingiu o teto, o assoalho e as duas paredes da câmara pulpar. No segundo experimento o medicamento penetrou em 71,43% das amostras. Atribuem-se esses diferentes resultados ao fato de os dentes em que o medicamento não penetrou terem sido marcados apenas pelo corante. Concluiu-se que a medicação corticosteróide betametasona tem a potencialidade de se difundir pelos túbulos dentinários e que suas propriedades terapêuticas, utilizando essa via de acesso, deveriam ser mais bem exploradas.

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Publicado

2011-01-04

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Permeabilidade dentinária como via terapêutica em endodontia - estudo in vitro. (2011). Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 11(1). https://doi.org/10.5335/rfo.v11i1.1435