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A Revista História, Debates e Tendências divulga os próximos volumes:

 

 

Volume 26, n. 2, 2026:

Dossiê "Movimentos Sociais, Memória, História e Política"

Organizadores: Dra. Maristela Dal Moro (UFRJ) e Dr. João Carlos Tedesco (UPF/UFFS).

A Revista História: Debates e Tendências, do Programa de Pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo convida professores e pesquisadores a submeterem artigos que em torno do tema dos Movimentos Sociais, com ênfase nos campos das memórias, histórias e políticas. O objetivo é reunir produções interdisciplinares que aprofundem a análise histórica das lutas sociais concentrando-se nas trajetórias, rupturas e continuidades dos movimentos sociais ao longo do tempo. Os textos podem articular reflexões teóricas, análises empíricas, experiências e resenhas sobre os movimentos sociais e ações coletivas, incluindo formas de organização, estratégias de mobilização, redes de solidariedade, mediações, enfrentamentos institucionais, disputas por direitos e justiça social. Serão aceitos trabalhos que explorem as lutas sociais do campo e da cidade, os movimentos ambientais, as reflexões sobre interseccionalidades – raça, classe, gênero, sexualidade e território - e os impactos das tecnologias digitais e da cultura digital nas formas de ativismo e resistências contemporâneas.

Prazo para envio dos artigos: 15-07-2026.

Publicação: agosto/setembro de 2026.

 

 

Volume 26, n. 3, 2026:

Dossiê "Pensar a História através das coisas”

Organizadoras: Dra. Patricia Alejandra Fogelman (UNTREF/ Argentina) e Dra. Gizele Zanotto (UPF)

A perspectiva material, nos estudos históricos, tem longa tradição. O campo da história, quando da sua disciplinarização, foi vinculada à necessidade de objetos/fontes, dada a ênfase em documentos textuais ou textualizáveis. O contato com as fontes documentais ganhou primazia. Contudo, com a crescente influência de epistemologias voltadas às ideias, as crenças, aos significados, às representações, fizeram diminuir o olhar dos pesquisadores sobre os suportes de informação que contribuem muito para a compreensão desses elementos. Os trabalhos deixaram de refletir sobre a materialidade das fontes, seus suportes, seus vestígios de manuseio, sobre o contato dos historiadores e das historiadoras com os documentos, ou, no dizer de Durval Muniz de Albuquerque Júnior, o “papel das carnes” como elemento para a escrita da história. Na linha da denominada “virada material”, que questiona esse proceder mais alinhado à epistemologia da razão, do espírito desencarnado, vem sendo ampliados os estudos das humanidades e das ciências sociais defendendo uma proposta de dissolução de dicotomias convencionais entre espírito e matéria. Seguindo esta proposta, este volume dedicar-se-á a refletir sobre coisas, em sua relação com o ambiente, lugares, usos, performances, significados, formas, enfim, sobre como as coisas são/agem juntamente com as sociedades que lhes criam ou manipulam. A materialidade, assim considerada, potencializa seu registro como testemunho de interações sociais e culturais no cotidiano. Junto à consideração da materialidade, despontam técnicas, materiais, odores, texturas, sensibilidades e uma miríade de elementos que agregam elementos a compreensão dos significados de cada coisa em seu contexto. Sem defender uma proposta absolutamente antagônica à ênfase anterior no “espírito” desencarnado, este dossiê visa, partido do mundo das coisas materiais, analisar as formas de relação, territorialização, constituição de sentidos, sociedades e ações cotidianas ou extra cotidianas no cotejo pensamento e matéria. O dossiê agregará estudos sobre cultura material, acervos, patrimônio cultural, religião material, artes, gênero, e outros temas que articulem a reflexão sobre o material em articulação às ideias, valores, práticas, ritos, manuseios, performances, enfim, que valorizem as evidências físicas como parte da compreensão das ações humanas e de outras agências do entorno que complexificam as análises com base em uma dicotomia antiga entre “natureza/cultura”.

Prazo para envio dos artigos: 15-11-2026.

Publicação: dezembro de 2026.

 

 

Volume 27, n. 1, 2027:

Dossiê "Migração, colonialidade e interseccionalidades"

Organizadoras: Dra. Elizandra Iop (UNOESC) e Dra. Jenny González Muñoz (UPF)

A questão da migração tem ganhado espaço tanto na mídia e nas redes sociais quanto no campo acadêmico por vários motivos, incluindo o crescente número de pessoas em deslocamento humano pertencentes aos chamados grupos minoritários, onde as mulheres sozinhas ou como guardiãs de menores, constituem um número que tem atingido o auge nos últimos anos. Essa situação disparou o alerta de diferentes agências e instituições governamentais levando-as a criar mecanismos de proteção para essas pessoas, além de promover sua inserção no mercado de trabalho, experiências das quais surgiram muitos desafios. O dossiê considera os processos de colonização, formação social e reconfigurações contemporâneas dos fluxos migratórios, bem como as intersecções entre gênero, raça/etnia, classe e nacionalidade, com ênfase nas relações de poder que atravessam a mobilidade humana e a inserção social, laboral e cultural das mulheres e outros grupos minoritários/invisibilizados da comunidade LGBTQIA+. Considera, ainda, as violências e resistências, bem como as mobilizações de grupos migrantes em situação de vulnerabilidade, articuladas em torno de demandas por reconhecimento, cidadania, educação, saúde, trabalho digno e enfrentamento às violências de gênero, raça/etnia e xenofobia. O dossiê tem por objetivo abrir espaço para múltiplas reflexões produzidas a partir da pesquisa acadêmica que, permitam compreender, conhecer e dialogar sobre os diferentes processos migratórios vivenciados por grupos em ampla situação de vulnerabilidade, em qualquer parte do mundo.

Prazo para envio dos artigos: 15-03-2027.

Publicação: abril/maio de 2027.

 

 

Volume 27, n. 2, 2027:

Dossiê "Projetos em disputas: territorialidades em perspectivas históricas"

Organizadores: Dra. Bruna Lima (UPF) e Dr. Renan Santos Mattos (UFFS)

As interfaces entre os sujeitos históricos e as territorialidades assumem novas possibilidades analíticas com a ampliação teórica e metodológica da pesquisa histórica.  O conceito polissêmico é objeto de diferentes campos do conhecimento, tais como Antropologia, Geografia, Ciência Política,  Sociologia,  Economia  e  História, o que perpassa a dimensão processual, bem como atravessa elementos simbólicos, sociais e culturais. Este dossiê tem por objetivo reunir pesquisas que analisam projetos de modernização formulados e em disputas em diferentes temporalidades e contextos no que se refere à compreensão de territorialidades por diferentes sujeitos históricos. Porém, essa delimitação presume a dinâmica relacional, à medida que compreende que os projetos de modernização dinamizam movimentos de resistências diante das diferentes apropriações e sentidos dos arranjos das territorialidades. O dossiê tende a acolher trabalhos que envolvem processos de urbanização, migrações, fronteiras, circulação e disputa de projetos,  processos de identidades, educação, intelectuais, imprensa,  religiões e religiosidades, desigualdades sociais, étnico-raciais e de gênero, problemas ambientais, entre outros que possam estar vinculados à proposta.

Prazo para envio dos artigos: 15-07-2027.

Publicação: agosto/setembro de 2027.

 

 

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