A era do medo e a Doutrina de Segurança Nacional (1964 -1985)
DOI:
https://doi.org/10.5335/srph.v25i1.17976Palavras-chave:
Guerra Fria, Medo, Doutrina de Segurança NacionalResumo
Os acontecimentos que marcam a história do Brasil em 1964 estavam inseridos em um quadro global caracterizado pelo cenário da Guerra Fria. As estratégias ideológicas foram habilidosamente planejadas e instrumentalizadas atendendo aos interesses externos de hegemonia dos EUA e aos projetos de poder de grupos nacionais. Nesse contexto, o medo e o terror foram sentimentos universalizados. O anticomunismo foi explorado e usado como ferramenta de legitimação não só na deposição do presidente João Goulart em 1964, mas durante todo o regime militar (1964-1985) com a aplicação da Doutrina de Segurança Nacional que deveria estar acima de valores como a liberdade e o bem-estar social. Assim, este artigo visa refletir sobre o processo de apropriação do medo e terror para a formulação da Doutrina de Segurança Nacional durante o Regime Militar como ferramenta de legitimação no exercício do poder.
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