Uma leitura interseccional das obras de Graciliano Ramos, década de 30
DOI:
https://doi.org/10.5335/w44vxp73Palavras-chave:
Graciliano Ramos, Miscigenação, Democracia racial, interseccionalidadeResumo
Nessa pesquisa tivemos como objetivo realizar um mapeamento de disputas narrativas que constituem raça, classe e gênero em textos literários de Graciliano Ramos, publicados na década de 1930. Para isso, construímos uma contextualização histórica do momento político-social em que essas produções estavam inseridas, a partir de materiais produzidos por autores conhecidos nacionalmente por suas produções e seus estudos sobre raça, como Gilberto Freyre (1933) e Arthur Ramos (1943). Selecionamos as obras Caetés (1933), S. Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas Secas (1938) e Terra dos Meninos Pelados (1939), a fim de identificar e analisar como as discussões referentes a raça, gênero e classe surgem e se articulam nessas produções na década de 30 e sobre que elementos presentes nas obras do autor dialogam com as discussões sobre raça desenvolvidas na época e como/se podem contribuir para produção de conhecimentos contra-hegemônicos no atual cenário brasileiro. Nesse sentido, consideramos a importância de se compreender como as narrativas que “contam a história do Brasil” foram construídas, tendo em vista que somente a um determinado grupo social é dado esse privilégio de produzir um ideal de nação. Destacamos a seletividade estratégica das narrativas hegemônicas acerca da constituição do país, em que há uma exaltação à mestiçagem ao mesmo tempo em que as relações pelas quais esse fenômeno foi possível são apagadas.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este artigo está licenciado com a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.