Língua inglesa no contexto acadêmico-universitário: representações, práticas e percepções sociais de uma comunidade universitária brasileira
DOI:
https://doi.org/10.5335/rdes.v19i2.13795Palavras-chave:
Praxiologia, Internacionalização, Ensino Superior, Inglês -, Políticas linguísticasResumo
O artigo reflete sobre as representações, práticas e percepções sociais da língua inglesa (LI) em uma instituição de ensino superior (IES) atravessadas pela internacionalização da educação superior. Para além de pressupor a interculturalidade, a integração das pesquisas e dos conhecimentos, a IES também se caracteriza como sendo um espaço de debates e
embates entre atores do próprio campo e na intercessão dos campos sociais envolvidos. Nesses campos de disputa surgem discursos que revelam as diversas faces e peculiaridades da LI em contextos glocalizados. O objetivo é analisar o sentido da LI que emerge dos documentos e práticas de uma IES pertencente ao BRICS. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, documental, de corte analítico, comparada e também etnográfica. O universo da pesquisa é formado por uma IES do Sul do Brasil, a qual foi analisada a partir dos seus documentos e representações sociais inter-relacionadas a Língua Inglesa . Na referida IES, ficou evidenciado o entendimento de que a Língua Inglesa é atravessada por questões da internacionalização e é o caminho para a consolidação da pesquisa, do ensino e da extensão com vistas à competitividade e ao produtivismo global mesmo em contextos glocais diferenciados. Porém, as políticas institucionais de uso e aprendizagem da Língua Inglesa justapostas com a internacionalização são recentes e obedecem a normatividades legais coloniais e mercantilistas, com discrepâncias em relação aos interesses da internacionalização. Vê-se que o fortalecimento da missão dessa IES é atravessado por questões neocoloniais, com praxiologias que almejam uma epistemologia decolonial.
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