O topos do “inimigo de mim” e sua presença na poesia ontem e hoje

Autores

  • Rafael Campos Quevedo UFMA
  • Cláudia Oliveira Silva Rocha

DOI:

https://doi.org/10.5335/s2mpm270

Palavras-chave:

Inimigo de mim (topos), Poesia quinhentista portuguesa, Poesia brasileira do século XX

Resumo

Este trabalho estabelece paralelos entre o topos do “inimigo de mim”, estabelecido por Sá de Miranda no poema “Comigo me desavim” a partir da cantiga de Jorge Manrique e imitado por autores portugueses do século XVI entre os quais Camões, Baltazar Estaço, entre outros, e três poemas do século XX da autoria de Ferreira Gullar, Nauro Machado e José Chagas. Tais paralelos se propõem a averiguar ressignificações, deslocamentos, variações e marcas que sirvam como indício de uma reconfiguração do topos em questão. A discussão teórica está fundamentada nos estudos de Marcia Arruda Franco (2018) e Geraldo Augusto Fernandes (2020) a respeito da circulação da cantiga mirandina no século XVI e sua recepção no século XX e nos estudos de Carlos Felipe Moisés (2001) e Hauser (2007) a respeito da colocação do problema no contexto histórico-filosófico pós-renascentista e da perspectiva do maneirismo. O corpus quinhentista português foi extraído da seção “inimigo de mim” que integra a segunda edição da antologia de Sheila Hue (2007).

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Publicado

2026-03-26

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O topos do “inimigo de mim” e sua presença na poesia ontem e hoje. (2026). Revista Desenredo, 22(1). https://doi.org/10.5335/s2mpm270