Associação entre a severidade de disfunção temporomandibular e os níveis de ansiedade traço-estado em acadêmicos de odontologia
DOI:
https://doi.org/10.5335/rfo.v30i1.17165Palavras-chave:
Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular, Ansiedade, EstudantesResumo
Introdução: Ansiedade é uma experiência emocional em função da previsão de situações futuras consideradas desagradáveis pelo indivíduo. Estudantes da área de saúde compõem uma amostra específica exposta a uma elevada carga emocional, o que abre espaço para o aparecimento de outras doenças, como ansiedade e disfunção temporomandibular. Objetivos: Verificar a associação entre a severidade da disfunção temporomandibular e os níveis de ansiedade traço-estado em estudantes de Odontologia. Metodologia: Estudo transversal, descritivo de abordagem quantitativa, com amostra do tipo não probabilística de conveniência, formada por 101 estudantes de Odontologia. Para avaliação dos sinais e sintomas de disfunção temporomandibular e da ansiedade foram utilizados: Índice de Fonseca e Inventário de Ansiedade Traço-Estado IDATE, respectivamente. Os dados foram registrados, tabulados e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Para os procedimentos descritivos, foram apresentadas frequências e porcentagens e para os procedimentos de inferência estatística, testes Qui-Quadrado, Exato de Fisher e t de student para dados numéricos. Foi considerado significativo p0,5. Resultados: Não foi observada associação significativa entre a severidade da DTM e os níveis de ansiedade-traço (p = 0,143), mas foi observada associação significativa entre a severidade da DTM e os níveis de ansiedade-estado (p = 0,006). Conclusão: Os resultados demonstraram uma associação significativa entre a severidade da DTM e os níveis de ansiedade-estado, indicando que quadros mais graves da disfunção podem estar vinculados a níveis elevados de ansiedade situacional entre estudantes de Odontologia.
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