Método e salvação

a arqueologia teológico-política de Giorgio Agamben

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/17440

Palavras-chave:

Giorgio Agamben, Arqueologia, Genealogia, Dispositivos, Linguagem e história

Resumo

O artigo investiga a articulação entre genealogia e arqueologia em Giorgio Agamben, sustentando que, embora os termos apareçam por vezes indistintos, a primeira exerce uma tarefa desestabilizadora nos documentos lato sensu de qualquer narrativa canônica, enquanto a segunda agrega uma atividade teológico-política de “salvação profana” a partir das ruínas dos fenômenos histórico-linguísticos. Metodologicamente, realizou-se uma reconstrução comparativa das matrizes nietzschiana e foucaultiana, seguida de uma análise conceitual de textos agambenianos à luz de interlocuções benjaminianas e de operadores como paradigma, exemplo-regula, protofenômeno, assinatura, a priori histórico, ponto de insurgência, pré-história, franja de ultra-história e vórtice. Como resultado, propõe-se que genealogia e arqueologia, quando unidas, expõem o vazio em que dispositivos e máquinas antropológicas operam cisões ontotemporais no Ocidente e, além disso, orientam uma prática de profanação e inoperosidade desses mesmos mecanismos, deixando resplandecer a an-arquia originária dos acontecimentos e a possibilidade de destiná-los, inesgotavelmente, a outros usos

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Biografia do Autor

  • Andityas Soares de Moura Costa Matos, Universidade Federal de Minas Gerais

    Doutor em Direito e Justiça pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós-Doutor em Filosofia
    do Direito pela Universitat de Barcelona. Doutor em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Professor Associado de Filosofia do Direito e disciplinas afins na UFMG. Professor Visitante na Universitat de Barcelona (2015-2016) e na Universidad de Córdoba (Espanha, 2021-2022). Pesquisador Residente no IEAT entre 2017 e 2018. Bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mais artigos em: https://ufmg.academia.edu/AndityasSoares.

  • Antônio Lopes de Almeida Neto, Universidade Federal de Mias Gerais

    Doutorando em Direito e Justiça pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Direito e Justiça pela UFMG. Graduado em Direito pela Universidade de Pernambuco (UPE). Membro do Grupo de Pesquisa “O estado de exceção no Brasil contemporâneo: para uma leitura crítica do argumento de emergência no cenário político-jurídico nacional” (UFMG | CNPq).

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Publicado

2026-03-29

Como Citar

Método e salvação: a arqueologia teológico-política de Giorgio Agamben. (2026). Revista Justiça Do Direito, 40(1), 25-71. https://doi.org/10.5335/17440