Método e salvação
a arqueologia teológico-política de Giorgio Agamben
DOI:
https://doi.org/10.5335/17440Palavras-chave:
Giorgio Agamben, Arqueologia, Genealogia, Dispositivos, Linguagem e históriaResumo
O artigo investiga a articulação entre genealogia e arqueologia em Giorgio Agamben, sustentando que, embora os termos apareçam por vezes indistintos, a primeira exerce uma tarefa desestabilizadora nos documentos lato sensu de qualquer narrativa canônica, enquanto a segunda agrega uma atividade teológico-política de “salvação profana” a partir das ruínas dos fenômenos histórico-linguísticos. Metodologicamente, realizou-se uma reconstrução comparativa das matrizes nietzschiana e foucaultiana, seguida de uma análise conceitual de textos agambenianos à luz de interlocuções benjaminianas e de operadores como paradigma, exemplo-regula, protofenômeno, assinatura, a priori histórico, ponto de insurgência, pré-história, franja de ultra-história e vórtice. Como resultado, propõe-se que genealogia e arqueologia, quando unidas, expõem o vazio em que dispositivos e máquinas antropológicas operam cisões ontotemporais no Ocidente e, além disso, orientam uma prática de profanação e inoperosidade desses mesmos mecanismos, deixando resplandecer a an-arquia originária dos acontecimentos e a possibilidade de destiná-los, inesgotavelmente, a outros usos
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