“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem”
os equívocos de A revolução de 1930 sob uma perspectiva marxista de revolução
DOI:
https://doi.org/10.5335/srph.v24i2.17822Palavras-chave:
Bóris Fausto, Revolução Burguesa, Revolução de 1930Resumo
A revolução de 1930 é um marco da historiografia sobre o período, trazendo uma crítica às interpretações que derivam do que Bóris Fausto nomeia como a teoria do dualismo das sociedades dependentes latino-americanas, e que se desdobram em duas vertentes que o autor busca refutar. Na construção de suas críticas e na busca por rebater o que seria, na sua visão, uma interpretação inconsistente, a crítica de Bóris Fausto parte de uma concepção estanque e intencionalista de revolução burguesa, assumindo burguesia como sinônimo de industrialização, a partir de uma interpretação que toma as movimentações de classe de maneira antidialética, descolando as disputas entre poderes locais e o desenvolvimento das forças produtivas da dinâmica do capitalismo a nível local e global, passando ao largo das concepções totalizantes de mudança social empreendidas pelas análises marxistas que ele visa refutar.
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Referências
FAUSTO, Bóris. A revolução de 1930: história e historiografia. 16. ed. rev. e ampl. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
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