“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem”

os equívocos de A revolução de 1930 sob uma perspectiva marxista de revolução

Autores

  • Jaqueline Uzai Tavares Universidade de São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5335/srph.v24i2.17822

Palavras-chave:

Bóris Fausto, Revolução Burguesa, Revolução de 1930

Resumo

A revolução de 1930 é um marco da historiografia sobre o período, trazendo uma crítica às interpretações que derivam do que Bóris Fausto nomeia como a teoria do dualismo das sociedades dependentes latino-americanas, e que se desdobram em duas vertentes que o autor busca refutar. Na construção de suas críticas e na busca por rebater o que seria, na sua visão, uma interpretação inconsistente, a crítica de Bóris Fausto parte de uma concepção estanque e intencionalista de revolução burguesa, assumindo burguesia como sinônimo de industrialização, a partir de uma interpretação que toma as movimentações de classe de maneira antidialética, descolando as disputas entre poderes locais e o desenvolvimento das forças produtivas da dinâmica do capitalismo a nível local e global, passando ao largo das concepções totalizantes de mudança social empreendidas pelas análises marxistas que ele visa refutar.

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Biografia do Autor

  • Jaqueline Uzai Tavares, Universidade de São Paulo, Brasil

    ORCID: https://orcid.org/0009-0002-1176-6477

    Mestranda em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Bacharel e Licenciada (2022) em História pela mesma instituição. 

Referências

FAUSTO, Bóris. A revolução de 1930: história e historiografia. 16. ed. rev. e ampl. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem”: os equívocos de A revolução de 1930 sob uma perspectiva marxista de revolução. (2026). Semina - Revista Dos Pós-Graduandos Em História Da UPF, 24(2), e-2025018. https://doi.org/10.5335/srph.v24i2.17822