Epistemologias Feministas e Práticas Decoloniais na Divulgação Científica

visibilizando Vozes de Mulheres Negras na Construção do Conhecimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v32.17084

Palavras-chave:

Epistemologias Feministas, Decolonial, Mulheres, Negras, Divulgação

Resumo

Este trabalho discute como as epistemologias feministas negras e as práticas decoloniais podem reconfigurar a divulgação científica, transformando-a em espaço de resistência, reconstrução e justiça cognitiva. Com base em uma abordagem qualitativa e uma revisão de literatura crítica, o estudo analisa como essas perspectivas desafiam os modelos tradicionais de produção e circulação do conhecimento, historicamente marcados por exclusões de raça, gênero e classe. As epistemologias feministas negras, ao valorizar a subjetividade, a oralidade, a ancestralidade e a experiência vivida, propõem uma nova escola de pensamento epistêmico, enquanto as práticas decoloniais questionam a colonialidade do saber e promovem a legitimação de saberes plurais. A análise de iniciativas brasileiras, latino-americanas e africanas evidencia o potencial transformador da divulgação científica quando ancorada em perspectivas interseccionais e coletivas. Conclui-se que, ao incorporar vozes historicamente marginalizadas, a ciência deixa de ser um campo neutro para se afirmar como território político, plural e emancipador.

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Biografia do Autor

  • Alcione Aparecida da Silva, Universidade Estadual de Maringá, Maringá/PR – Brasil

    Doutoranda em Educação para a Ciência e a Matemática pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Mestra em História Pública pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP, 2004), em Letras – Espanhol (Segunda Licenciatura) também pela UENP (2020), em Pedagogia pela Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz (2015) e em Artes Visuais pelo Centro Universitário de Jales (2013). Atualmente é professora na Rede Municipal de Ensino de Ribeirão do Pinhal e na Rede Municipal de Abatiá. Atua na área da Educação, com ênfase nos temas de gênero, ensino de História, História Pública e História da Ciência.

  • Marcos Cesar Danhoni Neves, Universidade Estadual de Maringá, Maringá/PR – Brasil

    Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com Mestrado em Física pela mesma instituição e Licenciatura em Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Realizou estágio de pós-doutorado em Educação para a Ciência no Dipartimento di Fisica da Università La Sapienza di Roma (Itália) e na Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, no Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência. Especializou-se em Educação para a Ciência e a Tecnologia em Jerusalém, na Palestina (Cisjordânia). É Professor Titular do Departamento de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde leciona desde 1989. Foi agraciado, por duas vezes, com o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, nas áreas de Ciências Humanas e Ciências Exatas. Coordena os planetários “Circus Stellarium” e “Professor Carlos Alfredo Argüello” na UEM. Atualmente, lidera a implantação do Parque da Ciência, que integrará o Planetário, o Observatório Astronômico Cortini-Vicentini e a Praça do Céu Tereza-Batista.

  • Fausto Neves Silva, Universidade Estadual de Maringá, Maringá/PR – Brasil

    Doutorando em Educação para a Ciência e Matemática pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mestre em Física (2009) e Bacharel e Licenciado em Física (2006) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atualmente é docente efetivo do Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Campus Ivaiporã. Atua nas áreas de Física Atômica e Molecular, com ênfase nas aplicações da Ressonância Paramagnética Eletrônica (RPE) em novos materiais e recursos naturais; Ensino de Ciências (Física); e Estudos de Plataformas Digitais. Desenvolveu, durante a iniciação científica, pesquisas relacionadas às propriedades de simetria, operações de simetria, transformações de simetria e ao grupo S₃. No mestrado, dedicou-se ao estudo de estruturas porfirínicas por meio da técnica de Ressonância Paramagnética Eletrônica.

  • Vitor Emanuel Dantas da Silva , Universidade Estadual de Maringá, Maringá/PR – Brasil

    Mestrando em Ensino de Ciências e Matemática pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PCM). Licenciado em Química pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR, 2023) e especialista em Educação Especial, Gestão Escolar e Neuroeducação. Durante a iniciação científica, desenvolveu pesquisas sobre paradigmas inovadores na educação, com ênfase na Teoria da Complexidade de Edgar Morin, além da investigação de compostos bioativos da Cordia americana. Atualmente, atua como professor de Química e professor de apoio na Rede Estadual de Ensino do Paraná. Sua pesquisa no mestrado concentra-se nos discursos sobre inteligência artificial no ensino de Ciências.

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Publicado

2025-12-13

Edição

Seção

Dossiê - Diálogos entre Ciência e Sociedade: o papel da Popularização, Divulgaçã

Como Citar

Epistemologias Feministas e Práticas Decoloniais na Divulgação Científica: visibilizando Vozes de Mulheres Negras na Construção do Conhecimento. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 32, p. e17084, 2025. DOI: 10.5335/rep.v32.17084. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17084. Acesso em: 15 jan. 2026.