Epistemologias Feministas e Práticas Decoloniais na Divulgação Científica
visibilizando Vozes de Mulheres Negras na Construção do Conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v32.17084Palavras-chave:
Epistemologias Feministas, Decolonial, Mulheres, Negras, DivulgaçãoResumo
Este trabalho discute como as epistemologias feministas negras e as práticas decoloniais podem reconfigurar a divulgação científica, transformando-a em espaço de resistência, reconstrução e justiça cognitiva. Com base em uma abordagem qualitativa e uma revisão de literatura crítica, o estudo analisa como essas perspectivas desafiam os modelos tradicionais de produção e circulação do conhecimento, historicamente marcados por exclusões de raça, gênero e classe. As epistemologias feministas negras, ao valorizar a subjetividade, a oralidade, a ancestralidade e a experiência vivida, propõem uma nova escola de pensamento epistêmico, enquanto as práticas decoloniais questionam a colonialidade do saber e promovem a legitimação de saberes plurais. A análise de iniciativas brasileiras, latino-americanas e africanas evidencia o potencial transformador da divulgação científica quando ancorada em perspectivas interseccionais e coletivas. Conclui-se que, ao incorporar vozes historicamente marginalizadas, a ciência deixa de ser um campo neutro para se afirmar como território político, plural e emancipador.
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