(Des)obediências pedagógicas

arte-educação, resistência e direitos humanos na escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v32.17721

Palavras-chave:

docência, autoetnografia, interseccionalidade, educação crítica, LGBTQIA+

Resumo

O artigo relata o projeto pedagógico "Dandaras", desenvolvido em 2015–2016 em uma escola pública de Minas Gerais, que articulou arte-educação, direitos humanos e práticas críticas para enfrentar racismo, machismo e LGBTQIA+fobia de forma interseccional. A partir de métodos inspirados em Brecht e Boal, são descritas oficinas, intervenções e produções artísticas que promoveram sensibilização, diálogo e mudança de atitudes entre estudantes, docentes e comunidade. O relato autoetnográfico analisa desafios institucionais, estratégias de resistência e contragolpes pedagógicos, aponta ganhos na formação de letramento sobre gênero, raça e sexualidade e defende a arte, a educação crítica e a interseccionalidade como recursos potencialmente promotores de alianças afetivas em uma cultura de direitos humanos na escola.

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Biografia do Autor

  • Edgar de Barros Santos, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana/MG - Brasil

    Licenciado em Artes Cênicas (UFOP), mestre e doutorando (bolsista CNPq) em Educação com pesquisa na linha Desigualdades, Diversidades, Diferenças e Práticas Educacionais Inclusivas do Programa de Pós-graduação em Educação da UFOP. Graduando em Pedagogia (UFOP). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Educação, atuando principalmente como professor do ensino infantil, fundamental e médio. Membro do grupo de pesquisa Caleidoscópio da Universidade Federal de Ouro Preto UFOP. Estudante pesquisador que compõem a linha de pesquisa Linha 2: Desigualdades, Diversidades, Diferenças e Práticas Educativas Inclusivas. Membro do grupo de pesquisa Veredas das identidades: grupo de estudos em gêneros, sexualidades e diversidade da Universidade Federal de Ouro Preto UFOP. Pesquisador que compõem a linha de pesquisa Linguagem, cultura e subjetividades em trânsito.

  • Marco Antonio Torres, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana/MG - Brasil

    Graduado, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também realizou residência pós-doutoral em Educação. Atualmente, é professor e pesquisador da da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Departamentp de Educação e Pós-graduação em Educação. No âmbito da pesquisa, atua como vice-líder do Grupo de Pesquisa Caleidoscópio da UFOP, na linha "Desigualdades, diversidades, diferenças e práticas educativas inclusivas". É também membro do Grupo de Pesquisa Panóptico da UFMG. Na UFOP, ocupou diversos cargos de liderança, incluindo a coordenação do Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica (com financiamento do MEC, FNDE e CAPES). Foi vice-coordenador (2015-2017) e coordenador (2017-2018) do Programa de Pós-Graduação em Educação, além de chefe do Departamento de Educação (2011-2012). Mais recentemente, atuou como coordenador (2021-2022) e vice-coordenador (2022-2023) do Curso de Pedagogia. Atualmente, é membro do Comitê Científico do GT 23 (Gênero, Sexualidade e Educação) da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (ANPED), onde também coordena o grupo de trabalho na Região Sudeste. Desde 2023, é membro titular do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, representando a ANPED. Sua trajetória inclui participação na Diretoria Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) na gestão 2016/2017 e a coedição da Revista Psicologia e Sociedade. Colaborou ainda com o Núcleo de Psicologia Política e o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT, ambos da UFMG. Entre 2010 e 2011, integrou o grupo de trabalho do Ministério da Educação (MEC) responsável por acompanhar a implantação do Programa Brasil sem Homofobia e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos LGBT. Anteriormente, foi membro associado da Província dos Capuchinhos de Minas Gerais, professor do Instituto Santo Tomás de Aquino e psicólogo-pesquisador em organismos eclesiais da Igreja Católica. Suas áreas de pesquisa abrangem Educação e Psicologia Social, com foco em contextos educacionais e temas como Educação e Diversidade, Gênero, Sexualidades, Laicidade, Direitos Humanos, Subjetividades e Identidades Políticas.

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Publicado

2025-12-11

Edição

Seção

Dossiê - Educação em Direitos Humanos: amorosidade no confronto com a cultura do

Como Citar

(Des)obediências pedagógicas: arte-educação, resistência e direitos humanos na escola. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 32, p. e17721, 2025. DOI: 10.5335/rep.v32.17721. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17721. Acesso em: 15 jan. 2026.