Justiça cognitiva e reexistência curricular

para além da BNCC e do PISA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v32.17211

Palavras-chave:

colonialidade do saber, política curricular, epistemicídio

Resumo

Este estudo analisou criticamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) como dispositivos da colonialidade do saber na educação brasileira. Partindo do reconhecimento de que documentos curriculares e avaliativos operaram como artefatos políticos, a pesquisa identificou de que forma esses instrumentos perpetuaram hierarquias epistêmicas ao marginalizarem saberes indígenas, afro-brasileiros e comunitários. Por meio de uma análise documental de orientação decolonial, examinaram-se os mecanismos de epistemicídio que folclorizaram as diferenças e impuseram um cânone eurocêntrico. Os resultados demonstraram que a BNCC homogeneizou os currículos, desconsiderando territorialidades, enquanto o PISA naturalizou desigualdades ao converter diversidades em déficits mensuráveis. Concluiu-se que ambos reforçaram lógicas coloniais, sendo evidenciada a urgência de construção de alternativas baseadas na justiça cognitiva, como currículos insurgentes e avaliações pluriepistêmicas, capazes de reconhecer a validade de epistemologias silenciadas.

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Biografia do Autor

  • Angela Rufino, Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul/AC – Brasil

    Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestra em Letras pela Universidade Federal do Acre (UFAC). Professora da UFAC e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE-UFAC). Líder do Grupo de Pesquisa em Estudos em Diversidade e Equidade Educacional (GPEDEE-UFAC).

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Publicado

2025-12-08

Edição

Seção

Dossiê - Currículo e Políticas Educacionais: campo de disputas e tensionamentos

Como Citar

Justiça cognitiva e reexistência curricular: para além da BNCC e do PISA . Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 32, p. e17211, 2025. DOI: 10.5335/rep.v32.17211. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17211. Acesso em: 15 jan. 2026.