O pedagogo oprimido: análise do discurso conservador no documentário A face oculta de Paulo Freire
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17452Palavras-chave:
Paulo Freire, discurso conservador, hermenêuticaResumo
Este estudo percorre o discurso da nova direita conservadora brasileira sobre Paulo Freire, tomando como artefato central o documentário A Face Oculta de Paulo Freire, produzido pela Brasil Paralelo. Com apoio na hermenêutica fenomenológica de Paul Ricoeur, interpreta-se não a veracidade das críticas, mas os mecanismos pelos quais a figura do educador é redesenhada como ameaça simbólica. A análise — estruturada em unidades de significado e compreensão abrangente — desvela quatro vetores interpretativos: a pedagogia como arena ontológica; o prestígio como desconforto cultural; a obstrução da fusão de horizontes como gesto hermenêutico; e Freire como signo densamente saturado de antagonismos. O documentário não apenas critica, mas performa uma reconstrução de mundo em que o educar se converte em campo de batalha política. O artigo não encerra a controvérsia, mas propõe um desdobramento: escutar como se reconfigura, hoje, o que pode ou não ser dito em nome da educação.
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