Disciplina paulista “Projeto de vida” e a privatização da criatividade dos estudantes secundaristas
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17369Palavras-chave:
educação, privatização, neoliberalismoResumo
Ao longo das últimas quatro décadas, a América Latina vivencia processos de privatização neoliberal de seus sistemas educacionais, e suas ciências e movimentos sociais discutem os impactos desses processos nas diversas desigualdades que permeiam os países latino-americanos. Neste artigo, problematiza-se como a atual Base Nacional Comum Curricular (BNCC), concluída em 2018, e a atual reforma do ensino médio paulista, iniciada em 2020 e ainda em curso, autorizam e normatizam uma privatização neoliberal da criatividade dos estudantes. Apresenta-se resultados sobre grupos privados – entre fundações, instituições, corporações e universidades, tanto nacionais como, notoriamente, do Norte Global – avançarem na ocupação de posições reguladoras da educação e da formação de subjetividades sociais brasileiras, impactando em prejuízos da soberania brasileira na democratização do país. Como metodologia, empregou-se uma leitura de interesses de agentes privados envolvidos na elaboração e na aprovação da BNCC e da reforma do ensino médio paulista, com destaque para o currículo e materiais didáticos da recém-implementada disciplina “Projeto de Vida”.
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