Currículo da educação infantil em disputa
reformas, influências internacionais e os desafios para a formação emancipatória das crianças
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17489Palavras-chave:
currículo, educação infantil, organismos internacionais, neoliberalismo, semiformaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre o currículo da educação infantil no Brasil como um espaço político, permeado por disputas de interesses, marcado por reformas recentes e pela crescente influência neoliberal. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter teórico-bibliográfico, pautada na Teoria Crítica, seguindo duas etapas, sendo a primeira de pesquisa teórico-bibliográfica e uma etapa complementar de revisão de literatura a partir dos descritores: reforma curricular na educação infantil e currículo na educação infantil considerando o recorte temporal de 2015 a 2025. Discute-se como diferentes concepções de educação para as infâncias refletem na formulação das políticas curriculares, muitas vezes tensionadas por racionalidades neoliberais e pressões econômicas globais, resultando no distanciamento do currículo das realidades locais, reduzindo sua dimensão formativa e emancipatória, o que contribuiria para processos de semiformação. Diante disso, entende-se que compreender o currículo como território de disputas é essencial para assegurar a valorização da infância e a efetivação de uma educação pública de qualidade.
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