O interesse de meninas pelo clube de ciências de uma escola pública entre os anos de 2012 e 2024

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v33.17499

Palavras-chave:

meninas na ciência, clubes de ciências, empoderamento feminino

Resumo

Embora meninas e mulheres constituam a maioria da população no Brasil e apresentem altos níveis educacionais, ainda enfrentam desigualdade em carreiras científicas e cargos de liderança. Clubes de ciência constituem espaços de incentivo e estímulo à participação feminina. Este estudo analisou o interesse de meninas e meninos no Clube de Ciências de uma escola pública no município do Rio de Janeiro entre 2012 e 2024. A pesquisa quantitativa descritiva avaliou estudantes de 11 a 14 anos, matriculados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. O Clube de Ciências, criado em 2012, era realizado semanalmente no contraturno escolar. Os resultados iniciais indicaram interesse equilibrado entre meninos e meninas, mas a longo prazo, apresentou uma maior permanência masculina. Conclui-se que são necessárias mais ações para estimular e manter o envolvimento das meninas em atividades científicas, promovendo equidade de gênero na educação e nas futuras carreiras.

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Biografia do Autor

  • Patrícia do Socorro de Campos da Silva, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ - Brasil

    Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Especialista em Ensino de Ciências,  com ênfase em Biologia e Química,  pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Ensino de Ciências também pelo IFRJ. Desde 2010 é professora da rede estadual e municipal do Rio de Janeiro Bolsista do CNPq e Faperj com o projeto de Clubes de ciências em escolas públicas. Tem experiência na área de Ensino de Ciências com ênfase em clubes de ciências. Possui um clube de ciências ativo desde 2012, que foi o objeto de estudo deste trabalho. 

  • Isabela Cristina Brito Gonçalves, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ - Brasil

    Licenciada e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre e Doutora pelo Programa de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desde 2016, atua como professora de Ciências na Secretaria Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro.  Atuou como mediadora da disciplina de Instrumentação para o Ensino de Ciências e Biologia no Consórcio Cederj/Biologia/UERJ. Foi bolsista do CNPq no  no projeto Ciência na Escola, com a implementação de um clube de Ciências em uma escola pública. Tem experiência com Educação Ambiental e divulgação científica.

  • Jaqueline Lopes de Oliveira , Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ - Brasil

    Licenciada e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestre em Ecologia e Evolução pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da UERJ. Desde 2015, atua como docente da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ), ministrando aulas no ensino fundamental e médio. Atuou como mediadora da disciplina de Monografia de Licenciatura no Consórcio Cederj/Biologia/UERJ. Foi bolsista do CNPq no projeto Ciência na Escola, por meio do qual implementou, em 2021, um clube de ciências em uma escola pública, ativo até hoje.

  • Sonia Barbosa dos Santos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brasil

    Licenciada e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Mestre em Zoologia pelo Museu Nacional (1975) e Doutora em Zoologia pela Universidade de São Paulo (1985). Lecionou no Ensino Médio da rede pública, e desde 1979 é docente do Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia Roberto  Alcantara Gomes, da UERJ. Atualmente atua na graduação e na pós-graduação no Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução/UERJ e no Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Biologia/UERJ, da Rede Nacional PROFBIO. De 20 a 2024 coordena disciplinas de monografia de licenciatura no Consórcio Cederj/Biologia/UERJ. Foi Coordenadora Científica do CEADS (Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da UERJ) de 2016 a 2018; desde 2019 ocupa a Direção. Apesar da cada vez maior dedicação à pesquisa e das inevitáveis atribuições administrativas, nunca abandonou a docência e nem o vínculo com o ensino médio e fundamental, que passou a se fazer de outras formas, através do seu Projeto de Docência “A Malacologia na Escola” e outros projetos ligados à extensão e à divulgação científica, como o projeto do Clube de Ciências citado neste artigo.

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Publicado

2026-03-28

Edição

Seção

Dossiê - Diálogos entre Ciência e Sociedade: o papel da Popularização, Divulgaçã

Como Citar

O interesse de meninas pelo clube de ciências de uma escola pública entre os anos de 2012 e 2024. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 33, p. e17499, 2026. DOI: 10.5335/rep.v33.17499. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17499. Acesso em: 17 abr. 2026.