O Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus
a literatura como denúncia do trauma do não-lugar
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v32.17518Palavras-chave:
Direitos humanos, literatura, psicanáliseResumo
Esse trabalho se propõe a estudar o trauma em psicanálise e os aspectos sociais através da obra O Quarto de Despejo, Diário de uma Favelada de Carolina Maria de Jesus, relato de uma vida de sofrimento experienciada pela própria autora. A partir de fragmentos da obra analisaremos o trauma a partir da teoria psicanalítica, observando os aspectos políticos sociais que contribuem para o agravamento desse desamparo. Para isso utilizaremos, além do livro de Maria Carolina de Jesus as obras de Sigmund Freud, Sándor Ferenczi, o dicionário de psicanálise de Laplanche e Pontalis e a livro de Zygmund Bauman e Riccardo Mazzeo, O elogio da Literatura, o texto O Narrador de Walter Benjamin e o texto O Preto e a Psicopatologia de Frantz Fanon. A escolha da abordagem desta obra em especial se dá no contexto da importância de se trabalhar e se pensar os direitos humanos em relação à educação a partir da literatura como elemento sensibilizador: para a formação de sujeitos éticos e cidadãos é também necessário que se possa formar seres humanos sensíveis e empáticos, e a literatura se apresenta como um veículo privilegiado do desenvolvimento desta sensibilidade.
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