Análise do potencial de acesso e participação de pessoas com síndrome de down na exposição principal do Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (Brasil)
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v32.16849Palavras-chave:
inclusão social, museus de ciências, acessibilidadeResumo
Neste estudo, buscamos compreender aspectos que favorecem (ou não) o acesso e a participação de pessoas com Síndrome de Down (SD) na exposição principal do Museu do Amanhã, Brasil. Os dados foram coletados por meio de pesquisa documental e bibliográfica, visitas técnicas para observações de práticas in-locus e entrevista com um profissional do museu. A análise desses dados triangulados utilizou categorias de indicadores de acessibilidade — atitudinal, física, comunicacional. Os resultados mostram que o museu está progredindo em direção ao atendimento das três categorias de indicadores. No entanto, algumas melhorias podem ser necessárias para garantir o acesso e a participação de pessoas com SD. A entrada do museu e sua infraestrutura geral atendem aos requisitos de acessibilidade física. Ainda assim, as exposições imersivas, a abundância de estímulos sensoriais e a localização de uma galeria podem apresentar barreiras. Em suas práticas atitudinais, o museu demonstra alguns bons padrões. No entanto, a descontinuação de um material de linguagem simples indica uma falta de política institucional sustentada em relação à acessibilidade. A acessibilidade comunicacional representa o desafio mais significativo. Apesar das diferentes mídias e formas de interação com o conteúdo da exposição, uma grande quantidade de informações e conceitos abstratos são apresentados em linguagem técnica, poética e filosófica, sem oferta de materiais de linguagem simples, tornando sua compreensão mais difícil para pessoas com SD.
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