Planetários no Contexto Brasileiro

Distribuição e Potencialidades para a Formação de Professores e a promoção da Alfabetização Científica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v32.17526

Palavras-chave:

Ensino de Astronomia, Planetários, Mapeamento, Formação de Professores de Ciências e Biologia

Resumo

Diversos estudos têm evidenciado problemas relacionados ao ensino de Astronomia, no âmbito da Educação Básica. Situações contextuais, como a oferta de aulas de Ciências no período diurno, impossibilitam a observação de fenômenos visíveis somente à noite, e podem restringir o trabalho docente à utilização de recursos representacionais. Desse modo, ponderando a composição dos currículos nacionais, que dispõem a Astronomia como área de conhecimento capaz de desenvolver distintas habilidades nos alunos, este artigo apresenta os resultados de um mapeamento de unidades de planetários, no território brasileiro, evidenciando sua distribuição e características. Ao tomar como exemplo o Planetário da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), também foram realizadas entrevistas com estudantes de Licenciatura em Ciências Biológicas, após sessões imersivas no planetário da instituição. A apreciação de suas respostas consolidou três categorias analíticas: (1) Impacto positivo para o ensino e para a aprendizagem, (2) Abordagem de conteúdos de Ciências e Biologia, (3) Reconhecimento e utilização do planetário como espaço de Alfabetização Científica. Tais categorias mostraram que planetários, como o da UENP, podem favorecer o ensino e a aprendizagem de Ciências ao tornar conteúdos abstratos mais acessíveis, por meio de experiências imersivas, e favorecer a superação de lacunas formativas dos futuros professores.

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Biografia do Autor

  • Mayara Baptistucci Ogaki, Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)

    Possui graduação em Ciências Biológicas e mestrado em Microbiologia, ambos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou pós-doutorado vinculado ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) com ênfase em Biodiversidade e Bioprospecção de fungos extremófilos; e pós-doutorado na área de Microbiologia e PD em Bioprocessos fermentativos na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). No mercado privado, atuou na área de PD de produtos e bioprocessos para o Controle biológico de pragas pelo Instituto Matogrossense do Algodão (IMAmt); e cientista de PD de produtos médicos/estéticos pela Medsystems. Possui experiência em Microbiologia, Biotecnologia, PD de produtos.

  • Lucken Bueno Lucas, Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)

    Graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Especialista em Bioética, Mestre e Doutor em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL/PECEM, Bolsas CAPES). Docente efetivo do curso de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) da UENP, Campus Cornélio Procópio. Atua desde 2018 como consultor da Área de Ensino, na CAPES, e como avaliador ad hoc do CNPq desde 2022. Lidera o GPEFOP - Grupo de Pesquisa em Ensino e Formação de Professores, cadastrado no CNPq e autorizado pela UENP. É, também, pesquisador do Grupo PENSA - Pesquisas em Ensino, Aprendizagem e Avaliação Educacional (UENP/CNPq) e do Grupo ECIMTEC - Educação em Ciências, Matemática e Tecnologia (IFPR - Londrina). Foi coordenador do Mestrado Profissional em Ensino (PPGEN/UENP) no período 2015-2019, editor-assistente da Revista de Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino - REPPE (2016-2020) e membro do Comitê Assessor de Área (CAA - Ciências Humanas) da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (2017-2019). Participou como coordenador de Área do PIBID (Ciências e Biologia) nos períodos 2014-2017 e 2018-2019. É responsável técnico do Laboratório de Pesquisa em Ensino e Formação de Professores (LAPEFP) da UENP. É coordenador institucional (UENP) e membro do Comitê Científico do NAPI Rede Paraná Faz Ciência - Clubes de Ciências. É vice coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ensino (Mestrado e Doutorado profissionais). É membro do Conselho Editorial e Científico da Revista de Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino (REPPE) - ISSN 2526-9542. Desenvolve pesquisas nas Áreas de Axiologia aplicada ao Ensino, Formação de Professores, Avaliação da Aprendizagem, Ensino de Ciências Naturais (Física, Química e Biologia), Divulgação Científica e Educação Científica e Tecnológica em configurações não formais de aprendizagem. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2 (Chamada CNPq N. 04/2021). E-mail: luckenlucas@uenp.edu.br

  • Daniel Trevisan Sanzovo, Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)

    Possui bacharelado e Metrado em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática também pela Universidade Estadual de Londrina (PECEM/UEL). Atualmente é Professor Associado da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) - Colegiado de Matemática do Campus Jacarezinho (UENP/CJ) e Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) do Campus de Cornélio Procópio (UENP/CCP). É pesquisador do GPEFOP - Grupo de Pesquisa em Ensino e Formação Profissional (UENP). Desenvolve pesquisas investigando a influência e o papel dos Referenciais Semióticos e da Diversidade Representacional (Multimodos e Múltiplas Representações) nos processos de Ensino e de Aprendizagem de Ciências e Matemática.

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Publicado

2025-11-11

Edição

Seção

Dossiê - Diálogos entre Ciência e Sociedade: o papel da Popularização, Divulgaçã

Como Citar

Planetários no Contexto Brasileiro: Distribuição e Potencialidades para a Formação de Professores e a promoção da Alfabetização Científica. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 32, p. e17526, 2025. DOI: 10.5335/rep.v32.17526. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17526. Acesso em: 30 nov. 2025.

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