A temática racial e as fissuras curriculares:um olhar decolonial sobre a formação docente
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17692Palavras-chave:
Currículo, Curso de Pedagogia, Formação docente, DecolonialidadeResumo
O projeto moderno/colonial privilegia modos de pensar eurocentrados. Nesta ótica, as universidades valoram os conhecimentos europeus através das práticas pedagógicas e dos currículos, disseminando a universalização do saber. A Lei 10.639 de 2003 tem promovido fissuras nos currículos das licenciaturas em Pedagogia, ao demarcar o debate da história e cultura afro-brasileira na formação inicial de professores. Este artigo objetiva discutir, a partir do olhar decolonial, como a temática racial é contemplada na licenciatura de Pedagogia da UNEB Campus XV. O percurso metodológico pautou-se na análise documental das ementas e dos planos de cursos do componente curricular de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena. Apesar da existência desse componente possibilitar reflexões antirracistas na formação inicial em Pedagogia, a discussão étnico-racial é tratada de forma secundária no currículo. Nesse sentido, é urgente uma formação decolonial, para romper com o modelo eurocentrado de educação e de currículo nos cursos de Licenciatura.
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