Qual protagonismo?
Narrativas curriculares sobre os Clubes de Protagonismo em Escolas de Ensino Médio de Tempo Integral do Rio Grande do Sul
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17081Palavras-chave:
Ensino Médio de Tempo Integral, Protagonismo juvenil, Parceria público-privada, Clubes de ProtagonismoResumo
Objetiva-se, neste artigo, analisar como a proposta da criação dos Clubes de Protagonismo está sendo vivenciada nas Escolas de Ensino Médio de Tempo Integral (EMTI) da rede estadual do Rio Grande do Sul e o que comunicam estas experiências a respeito dos sentidos do protagonismo no currículo escolar. O texto resulta de pesquisa qualitativa na qual analisaram-se documentos e políticas educacionais contemporâneas relacionadas ao Ensino Médio e, também, entrevistas realizadas com gestores e professores de escolas de três municípios do Rio Grande do Sul. Os resultados indicam que as experiências com os Clubes de Protagonismo revelam tensões e deslocamentos nos sentidos atribuídos ao protagonismo juvenil, que, em grande medida, tem sido apropriado por uma lógica de gestão voltada à formação de sujeitos autogerenciáveis e alinhados a valores neoliberais. Ainda que existam práticas pontuais com potencial educativo significativo, observa-se uma tendência à despolitização do protagonismo, reduzido a atividades extracurriculares e desvinculado de processos efetivos de participação crítica e coletiva no currículo escolar.
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