Reflexões feministas sobre violência e resistência entre Catadoras de Pelotas e Rio Grande/RS
DOI:
https://doi.org/10.5335/rep.v33.17343Palavras-chave:
Interceccionalidade, violência contra mulheres, feminismo, educaçãoResumo
Este trabalho investiga como as mulheres catadoras de materiais recicláveis experimentam, percebem e ressignificam a violência de gênero em suas rotinas de trabalho e em suas relações sociais. Ao longo do percurso da pesquisa, o movimento foi o de desnaturalização da violência, com a identificação de formas de resistência. Essas catadoras enfrentam uma precarização extrema, além de discriminações de classe, raça e gênero que as tornam mais vulneráveis a diferentes formas de violência — doméstica, institucional e simbólica. Para a compreensão do fenômeno, este estudo se fundamenta em reflexões sobre interseccionalidade, a partir da perspectiva feminista. Como metodologia, a pesquisa-intervenção, a fim de ir além do diagnóstico e promover articular processos de transformação social, por meio de estratégias educativas. Os resultados parciais apontam para o fato de que o trabalho precarizado e o estigma social reforçam o ciclo de violência, intensificando barreiras para a denúncia e para o acesso à assistência.
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