Reflexões feministas sobre violência e resistência entre Catadoras de Pelotas e Rio Grande/RS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5335/rep.v33.17343

Palavras-chave:

Interceccionalidade, violência contra mulheres, feminismo, educação

Resumo

Este trabalho investiga como as mulheres catadoras de materiais recicláveis experimentam, percebem e ressignificam a violência de gênero em suas rotinas de trabalho e em suas relações sociais. Ao longo do percurso da pesquisa, o movimento foi o de desnaturalização da violência, com a identificação de formas de resistência. Essas catadoras enfrentam uma precarização extrema, além de discriminações de classe, raça e gênero que as tornam mais vulneráveis a diferentes formas de violência — doméstica, institucional e simbólica. Para a compreensão do fenômeno, este estudo se fundamenta em reflexões sobre interseccionalidade, a partir da perspectiva feminista. Como metodologia, a pesquisa-intervenção, a fim de ir além do diagnóstico e promover articular processos de transformação social, por meio de estratégias educativas. Os resultados parciais apontam para o fato de que o trabalho precarizado e o estigma social reforçam o ciclo de violência, intensificando barreiras para a denúncia e para o acesso à  assistência.

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Biografia do Autor

  • Cristiane Troina Ferreira, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas/RS - Brasil

    Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande (PPGEDU/FURG), em 2021. Graduada em em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pelotas (2010), Graduada em Ciências Sociais-Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas (2012) e Graduada também, em Pedagogia pelo Centro Universitário Internacional (2020). Doutoranda pelo Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas (PPGE/UFPel).

  • Raylene Barbosa Moreira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brasil

    Feminista, Pedagoga pela Universidade Federal Fluminense, mestra em educação pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (Bolsista CAPES) e Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 

  • Amanda Motta Castro, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande/RS - Brasil

    Feminista, pesquisadora e professora credenciada no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande/FURG. E docente na cadeira de Política pública no Departamento de Educação da mesma instituição. Possui estágio de Pós-doutorado em Estudos Feministas pela Universidad Autónoma Metropolitan /CDMX (2022). Doutora pelo programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS, onde foi bolsista CAPES. Realizou parte de seu doutorado no departamento de Antropologia da Universidad Autónoma Metropolitana del México com bolsa do Programa de Doutorado sanduíche no Exterior (PDSE). Com bolsa Capes, realizou mestrado em Educação na Pós-graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS. É graduada em História e Pedagogia (2000). Durante sua carreira trabalhou no campo da educação e no terceiro setor, desempenhou atividades laborais em todas as regiões do Brasil, bem como em todos os níveis educacionais. 

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Publicado

2026-02-27

Edição

Seção

Artigos de fluxo contínuo

Como Citar

Reflexões feministas sobre violência e resistência entre Catadoras de Pelotas e Rio Grande/RS. Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 33, p. e17343, 2026. DOI: 10.5335/rep.v33.17343. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/17343. Acesso em: 1 mar. 2026.